




Uma decisão judicial em Belo Horizonte reacendeu o debate sobre a qualidade dos reparos feitos pela Copasa após intervenções em ruas e avenidas.
A companhia terá de destinar R$ 300 milhões à recuperação e manutenção de vias danificadas por obras realizadas desde 2010, após condenação confirmada pela Justiça.
O acordo prevê 3 parcelas de R$ 100 milhões e determina que o dinheiro seja usado como investimento adicional, sem substituir os recursos que a Prefeitura já aplica normalmente em recapeamento e tapa-buracos.
A decisão chama atenção também em São João Nepomuceno, onde moradores convivem com reclamações sobre valetas, cortes no asfalto e remendos deixados após serviços da concessionária. Caso uma medida semelhante fosse adotada no município, seria necessário levantar tecnicamente a extensão dos danos, identificar intervenções realizadas e comprovar eventual recomposição inadequada do pavimento.
Em Belo Horizonte, a ação apontou que a Copasa realizou obras em vias públicas sem restaurar corretamente o asfalto conforme as normas municipais. A decisão transitou em julgado, e o acordo passou a definir como os recursos deverão ser aplicados na recuperação das ruas.
O caso pode servir de referência para outros municípios que enfrentam problemas semelhantes, mas qualquer cobrança dependeria de documentação, fiscalização e eventual ação administrativa ou judicial específica. Em São João Nepomuceno, a discussão poderia começar por um levantamento dos pontos danificados e da qualidade dos reparos executados após cada intervenção da Copasa. Um levantamento já poderia registrar os danos e cobrar reparos adequados nas vias.